Pode ter sido amor à primeira vista, serem feitos um para o outro, terem uma relação das mais estáveis que se possa imaginar (e sonhar), estarem juntos há imenso tempo e serem ainda completamente loucos um pelo outro, mas mesmo assim cumprem as tradições e não negam as susperstições. Quem casa deseja que esse grande passo seja o começo de uma vida inseparável e muito feliz, por isso até os mais cépticos se deixam convencer pelos hábitos e símbolos. Existem muitas tradições e superstições ligadas ao casamento, umas mais fáceis de explicar que outras, mas a verdade é que vão passando de geração em geração e a maioria dos noivos respeita-as.
Véu
Os gregos acreditavam que a noiva, ao cobrir o rosto, ficava protegida do mau-olhado das mulheres e da cobiça dos homens. Já na simbologia árabe, o hijab (véu), quer dizer, "o que separa duas coisas". O véu da noiva significa separar-se da vida de solteira, para entrar em uma nova vida; a de esposa.
O uso do buquê teria surgido na antiga Grécia, como uma espécie de amuleto, confeccionado não apenas por flores, mas também de ervas (ou grãos) e alho, para afastar os maus espíritos e como símbolo de uma união frutífera. Lançar o bouquet são indispensáveis. Símbolos da vida, do crescimento, da fertilidade, afastam os maus espíritos e garantem a protecção da nova família. Se antigamente, a flor de laranjeira era rainha, hoje em dia pode ter toda a qualidade de flores, ou até algumas ervas, tais como o alecrim ou o manjericão atraem a boa sorte. Ao longo dos tempos as flores ocuparam seu espaço e sua variedade de cores e tipos ajudam a formar os mais lindos e diferentes buquês. Hoje, muitas noivas para não se desfazerem dos seus buquês confeccionam dois buquês. O primeiro, abençoado pelo sacerdote poderá ser guardado e até mesmo transformado em um quadro. O segundo, será lançado às mulheres solteiras, aquela que conseguir pegá-lo, será a próxima a se casar.